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O que são os Devas

A palavra "Deva" vem do idioma sânscrito, significa "um ser de luz brilhante" e é usado para indicar um ser não físico.
Estamos usando a palavra deva aqui, como um nome usado tanto para espíritos da natureza quanto para seres angelicais.
Como os devas vieram a existir? Diz-se que no início, quando a Terra se solidificou e as formas de vida física foram formadas,
os devas estavam tão atrasados na evolução que eles não podiam formar corpos físicos.

A consciência dos devas é direcionada para a expansão, em contraste com nossa consciência, que é focado e limitada pela forma do corpo humano.
Devas são sempre conscientes do seu ambiente cósmico, e desejam se tornar cada vez mais conscientes daquilo que eles abrangem.
Seres dévicos querem ser, enquanto seres físicos querem fazer. Seres dévicos concentram-se em criar, enquanto seres físicos querem se desenvolver.

Os devas têm um conhecimento instintivo, eles não têm como adquirir conhecimentos como nós fazemos.
Eles tem conhecimento instintivo dos padrões cósmicos, relacionamentos e harmonias.

Eles não têm forma como entendemos no mundo físico. No reino astral são como vórtices fluídicos abertos de consciência cósmica.
Eles têm memória e aprendem com experiências passadas. Eles estão conscientes dos arquétipos do campo em que trabalham,
e só estão interessados em seu próprio campo de trabalho. Por exemplo, o Deva dos carvalhos só está interessado no crescimento das
árvores de carvalho, um deva da paisagem só está interessado em formas de vida da paisagem, o Deva de cura só funciona com energias de cura.
Por conseguinte, é inútil perguntar a um deva do carvalho como curar um corpo humano. Os Devas tem apenas conhecimento em seu campo particular.

Trabalhar com os devas traz um benefício mútuo. Os Devas adquirem experiência de consciência focalizada e ação, enquanto os seres
humanos podem aprender a render-se ao silêncio da consciência dévica e sua sensibilidade às influências cósmicas.
Os Devas estão sempre dispostos a ajudar as pessoas.

Os Éteres Universais


Os quatro éteres básicos (Terra, Água, Ar e Fogo) da natureza podem ser sentidos em nosso cotidiano, observando-se o clima local.
O éter do fogo está plasmado quando sentimos no ambiente calor, secura, sede, cansaço e pouca movimentação de animais terrestres e pássaros. Normalmente há pouco vento. Esse Éter é chamado pelos indianos de Tejas. Sua cor no ambiente astral é o vermelho.
O elemento etérico do Ar, ou Vayú, é sentido quando há no ambiente bastante vento, secura e certo ar de silêncio. Afirma-se que não é um momento para negócios, fechamento de contratos etc., pois todo acordo e pacto tende a se dissipar. A cor desse éter é o azul. Propício para a Magia Mental.
O Tattwa da Água, ou Apas, cria climas úmidos, chuvas, tempestades e enchentes. É propício iniciar com esse éter casamentos e negócios onde se queiram colher muitos filhos e frutos, cuidar da terra onde se plantarão árvores frutíferas etc. Sua cor é o amarelo.
Prittvi, da terra, é o elemento etérico que mais dá prazer e alegria aos seres vivos, especialmente aos humanos e aos pássaros. É o momento em que toda a natureza canta, sente-se uma leveza maravilhosa no ambiente, a luz é fecunda e abundante e as pessoas têm vontade de cantar e soltar-se emocionalmente. Prittvi normalmente acompanha a manifestação de Apas, o éter úmido. Sua cor é o verde da natureza. Nesse momento pode-se trabalhar com a Magia Verde, ou magia da cura.
O quinto elemento etérico, o Éter propriamente dito, o Akasha, é sentido como se a natureza inteira entrasse em introspecção, o ambiente se tornasse escuro, lúgubre. É o pior momento para se realizar qualquer coisa externa, emocional ou profissionalmente. Segundo os budistas, é ideal para se realizar meditações profundas e desenvolver técnicas de cura(pelas mãos, olhos, vontade) e de autoconhecimento.

SAW(Elementais das Aves- O Mistério do Áureo Florescer)


“Repassando velhas cenas de minha longa existência, com a tenacidade de um clérigo na cela, surge Eliphas Levi. Numa noite qualquer, fora da forma densa, invoquei a alma daquele que em vida se chamava Abade Alphonse Louis Constance (Eliphas Levi). Encontrei-o sentado ante um antigo escritório, no salão augusto de um velho palácio. Levantou-se de sua poltrona, com muita cortesia, a fim de atender às minhas saudações.
Venho pedir-vos um grande serviço- disse. Quero que me deis uma chave para sair instantaneamente em corpo astral, cada vez que seja necessário.
Com prazer, respondeu o abade. Porém, antes, quero que amanhã mesmo traga-me a seguinte lição: - O que é que existe de mais monstruoso sobre a terra?
Dai-me a fórmula agora mesmo, por favor.
Não. Traga-me primeiro a lição. Depois, com muita satisfação, dar-lhe-ei a chave.
O problema que o abade me havia proposto transformou-se num verdadeiro quebra-cabeça, pois são tantas as coisas monstruosas que existem no mundo que, francamente, não encontrava a solução.
Andei por todas as ruas da cidade observando, tentando descobrir o que poderia ser mais monstruoso. Porém, quando acreditava tê-lo encontrado, surgia algo pior. De repente, surgia algo pior. De repente, um raio de luz iluminou o meu entendimento e disse a mim mesmo: agora já posso compreender. a coisa mais monstruosa tem de estar de acordo com a Lei das analogias dos contrários., isto é: a antípoda do mais grandioso. então, qual é a coisa mais grandiosa que existe sobre a dolorosa face deste aflito mundo? Veio então a mim, translúcida, a montanha das caveiras, o Gólgota das Amarguras e o grande Kabir Jesus, agonizando numa cruz, por Amor a toda a humanidade doente. Exclamei então: O Amor é o mais grandioso que existe sobre a terra. Eureka! Descobri o segredo: o Ódio é a antítese do mais grandioso. Estava patente a solução do complexo problema e eu devia por-me novamente em contato com Eliphas Levi. Projetar novamente o Eidolon (corpo astral) foi para mim uma questão de rotina, pois nasci com essa preciosa faculdade.
Se buscava uma chave especial, fazia-o não tanto por minha insignificante pessoa que nada vale, mas por muitas outras pessoas que anseiam pelo desdobramento consciente e positivo.
Viajando com o eidolon ou duplo mágico, muito longe do corpo físico, andei por diversos países europeus, buscando o abade, porém não o encontrava em lugar algum. Repentinamente senti uma chamada telepática e penetrei numa luxuosa mansão. Ali estava o abade. Entretanto, que surpresa! Que maravilha! Eliphas Levi transformado em criança e no interior de seu berço. Um caso verdadeiramente insólito, não é verdade? Com profunda veneração e muito respeito, aproximei-me do bebê, dizendo:
- Mestre, trago a lição. O que existe de mais monstruoso sobre a terra é o Ódio. Quero agora que cumpras o que me prometeste. Dê-me a chave.
Contudo, para meu assombro, aquele menininho calava-se, enquanto eu me desesperava, sem compreender que o silêncio é a eloqüência da Sabedoria.
De vez em quando tomava-o em meus braços, desesperado, e suplicava-lhe, porém tudo em vão. Aquela criatura parecia uma esfinge do silêncio. Quanto tempo isto durou não sei, porque na eternidade inexiste o tempo. O passado e o futuro irmanam-se dentro de um eterno agora. Finalmente, sentindo-me defraudado, deixei aquela criancinha em seu berço e saí muito triste daquela antiga e nobre casa.
Passaram-se dias, meses, anos, e eu continuava sentindo-me defraudado. Achava que o abade não havia cumprido sua palavra empenhada com tanta solenidade. Um dia, veio a mim a luz. Recordei aquela frase do Kabir Jesus: ‘Deixai vir a mim as Criancinhas, porque delas é o Reino dos Céus’.
Disse a mim mesmo: agora, sim, entendi. É urgente, é indispensável, reconquistar a infância na mente e no coração. ‘Enquanto não formos como criancinhas não poderemos entrar no reino dos céus’. Esse retorno, esse regresso ao ponto de partida original, não será possível sem antes morrermos em nós mesmos. A Essência, a Consciência, lamentavelmente está engarrafada dentro de todos esses agregados psíquicos, que em seu conjunto tenebroso constituem o Ego. Só aniquilando tais agregados sinistros e sombrios, pode a Essência despertar no estado de inocência primordial.
Quando todos os elementos subconscientes forem reduzidos a poeira cósmica, a essência será libertada e reconquistaremos a infância perdida.
Disse Novalis: ‘A consciência é a própria essência do homem em completa transformação; o Ser primitivo celeste’.
Evidentemente, quando a Consciência desperta, o problema do desdobramento voluntário deixa de existir.
Após ter compreendido a fundo esses processos da psiquê humana, o abade fez-me a entrega, nos mundos superiores, da segunda parte da Chave Régia. Compunha-se esta de uma série de sons mântricos, com os quais uma pessoa pode realizar conscientemente a projeção do Eidolon.
Para o bem de nossos estudantes gnósticos convém que estabeleçamos de forma didática, a sucessão inteligente destes mágicos sons:
a) Um silvo(assobio) longo e delicado, semelhante ao de uma ave;
b) Entoação da vogal E, assim: Eeeeeeeeee..., alongando o som com a nota RÉ, da escala musical;
c) Entoar a consoante R, assim: Rrrrrrrrrrrr..., fazendo-a ressoar com o SI da escala musical, imitando a voz aguda de uma criança. Algo assim como o som agudo de um pequeno moinho ou motor, demasiado fino e sutil.
d) Fazer ressoar o S de forma muito delicada, como um doce e silencioso silvo, assim: Sssssssssss...
Esclarecimento: O item A consiste num silvo real e efetivo. O item D é apenas semelhante a um silvo.
ASANA(ou postura) - O estudante gnóstico deve se deitar na posição do homem morto, isto é: em decúbito dorsal( de boca para cima). As pontas dos pés devem estar abertas em forma de leque e os calcanhares tocando-se. Os braços devem estar estendidos ao longo do corpo. Todo o veículo físico deve estar bem relaxado.
Mergulhado em profunda meditação, o devoto deverá cantar muitas vezes os sons mágicos.
Elementais - Estes mantras encontram-se intimamente relacionados com o Reino Elemental das Aves. É ostensível que elas assistem ao devoto, ajudando-lhe eficazmente no trabalho do desdobramento. Cada ave é o corpo físico de um elemental e estes sempre ajudam ao neófito, sob a condição de uma conduta reta.
Se o aspirante espera ser ajudado pelo Reino Elemental das Aves, deve aprender a amá-las. Aqueles que cometem o crime de encerrar as criaturas do céu em abomináveis jaulas, jamais receberão essa ajuda.
Alimentai as aves do céu, transformai-vos em libertadores dessas criaturas. Abri as portas de suas prisões e sereis assistidos por elas.
Quando eu experimentei pela primeira vez a Chave Régia, depois de entoar os mantras, senti-me vaporoso e leve como se algo tivesse penetrado dentro do Eidolon. É claro que não aguardei que me levantassem da cama, pois eu mesmo abandonei o leito voluntariamente. Caminhei com desembaraço e saí de casa. Os inocentes elementais das aves amigas metidos dentro do meu corpo astral ajudaram-me no desdobramento...”

Samael Aun Weor- SAW(O Elemental do Gato - Desfazendo Mistérios)


“Vamos agora conversar um pouco sobre os ‘Naguais’, assunto que pertence às velhas tradições do povo mexicano. Chegam-me à memória múltiplos e extraordinários casos que merecem ser estudados. Oaxaca sempre foi um povo de místicas lendas, as quais os esoteristas deveriam conhecer. Uma criança, quando nasce, naquela região, é devidamente relacionada com os famosos naguais. Seja de noite ou de dia, os familiares farão um círculo com cinzas ao redor da casa. Disseram-nos que de manhã eles observam as pegadas que os animais do lugar deixaram nas cinzas. Se os rastros correspondem, p.ex., a uma raposa montanhesa, ela será o nagual da criança. Se forem de qualquer outro animal da redondeza, será este o nagual, o Elemental, do recém-nascido.
Passemos agora para os naguais vegetais. Desde os antigos tempos enterra-se o umbigo do recém-nascido junto com o rebento de uma árvore qualquer. Obviamente, a árvore fica relacionada com a criança, crescendo ambas simultaneamente através do tempo. Saibam todos que o elemental da árvore pode ajudar à criatura com ele relacionada, em inúmeros aspectos da vida... Vejam vocês que em Oaxaca essas tradições milenares não se perderam. Muitos nativos estão devidamente protegidos pelos elementais, aos quais foram vinculados no nascimento.
Os Naguais são elementais ideais quando os amamos realmente. Um nagual extraordinário, sem sombra de dúvida, é o gato preto. Descreverei em seguida um experimento que fiz com esse animal:
Tínhamos em casa um pequeno gato preto. Propus-me a ganhar seu carinho e o consegui. Certa noite, resolvi fazer uma experiência metafísica transcendental. Deitado na cama, coloquei o inocente animal ao meu lado. Relaxei o corpo de maneira certa e concentrei-me profundamente no felino, rogando-lhe para que me tirasse do corpo físico. A concentração foi longa e profunda e durou, possivelmente, uma hora, quando adormeci por algum tempo. De repente, uma extraordinária surpresa! Aquela criatura aumentou de tamanho e transformou-se num gigante de enormes proporções, deitado à margem da cama. Toquei-o com a mão direita e pareceu-me de aço. Seu rosto era negro como a noite e seu corpo irradiava eletricidade. O corpo tinha a mesma cor negra, mas abandonara a forma animalesca, assumindo compleição humana, com exceção do rosto que, ainda gigantesco, continuava sendo de gato. Foi uma coisa incrível, pela qual eu não esperava. Fiquei muito espantado a ponto de o afugentar com a Conjuração dos Sete do sábio rei Salomão. Voltando ao meu estado normal notei, com surpresa, que aquela inocente criatura estava junto a mim outra vez em forma de gatinho.
No outro dia, andei muito preocupado pelas ruas da cidade. Achava que já tinha eliminado o medo de minha natureza e eis que o nagual me pregara um tremendo susto. Entretanto, eu não queria perder aquela batalha. Aguardei a noite seguinte para repetir o experimento. Coloquei novamente em minha cama o gatinho , à direita, como o fizera na noite anterior. Relaxei o corpo físico, não deixando nenhum músculo sob tensão. Depois, concentrei-me profundamente no felino, guardando no fundo do coração a intenção de não me assustar outra vez. Soldado em estado de alerta não morre em tempo de guerra e eu já estava obviamente informado sobre o que previamente aconteceria. Portanto, o temor tinha sido eliminado de meu Interior.
Transcorrido aproximadamente uma hora, em profunda concentração, repetiu-se exatamente o mesmo fenômeno da noite anterior. O elemental do gatinho saiu do corpo para adquirir a gigantesca e terrível figura humana.
Deitado em meu leito, olhei-o. Era verdadeiramente espantoso. Seu enorme corpo não cabia na cama. Suas pernas e pés sobravam em meu humilde leito. O que mais me assombrou foi que o elemental, ao abandonar seu corpo denso, pudesse materializar-se fisicamente, fazer-se visível e tangível aos meus sentidos, pois podia tocá-lo com minhas mãos físicas e seu corpo parecia de ferro. Podia vê-lo com meus olhos físicos. Sua face era espantosa. Dessa vez não tive medo. Propus-me a exercer completo controle sobre mim mesmo e o consegui. Falando com voz pausada e firme, exigi que o elemental me tirasse do corpo físico, dizendo: Gatinho, levanta-te desta cama. Imediatamente aquele gigante pôs-se de pé. Continuei, então, ordenando: Tira-me do corpo físico e passa-me para o astral. Aquele extraordinário gigante respondeu-me com as seguintes palavras: Dá-me tuas mãos. Claro que levantei minhas mãos e o elemental aproveitou para pegá-las e me tirar do corpo físico. Aquele estranho ser era dotado de uma força incrível, mas irradiava amor e queria servir-me. Assim são os elementais... De pé, no astral, tendo junto ao leito o misterioso ser por companheiro, tomei novamente a palavra para ordenar-lhe: Leva-me agora ao centro da Cidade do México.
Siga-me, foi a resposta daquele colosso, que saiu de casa caminhando lentamente. Eu o acompanhei passo a passo. Andamos por diversos lugares da cidade, antes de chegarmos a San Juan de Letrán, quando por ali nos detivemos por um momento. Era meia noite e eu ansiava dar um final feliz àquela experiência. Vi um grupo de cavalheiros conversando numa esquina. Eles estavam no plano físico, portanto não me percebiam. Então, pensei em tornar-me visível diante deles. Dirigi-me ao gigante nagual e com voz suave, porém imperativa, dei-lhe nova ordem: passa-me agora ao mundo de três dimensões, o mundo físico.
O nagual pôs suas mãos sobre meus ombros, exercendo sobre eles certa pressão. Senti que abandonava o astral e penetrava no físico. Fiquei visível diante daquele grupo de cavalheiros, no lugar em que se encontravam. Aproximando-me deles, perguntei: Senhores, que horas são? Passam trinta minutos da meia noite, respondeu um deles. Muito obrigado! Quero dizer-lhes que vim agora das regiões invisíveis e que resolvi me tornar visível diante de vocês. Palavras estranhas, não é verdade? Aqueles homens olharam-me surpresos. Em seguida, disse-lhes: Até logo, senhores; retorno de novo ao mundo invisível. Roguei ao elemental que me colocasse outra vez nas regiões supra-sensíveis e imediatamente o elemental obedeceu.
Ainda pude ver o assombro daquelas pessoas que tomadas de pavor afastaram-se apressadamente do local onde se encontravam. Novas ordens dadas ao elemental foram suficientes para que ele me trouxesse de regresso à minha casa. Ao penetrarmos no quarto, vi o misterioso ser perder seu descomunal tamanho e ingressar no pequeno corpo do felino que jazia no leito, precisamente pela glândula pineal, a qual situa-se na parte superior do cérebro. Fiz o mesmo. Pus meus pés astrais sobre a glândula citada e imediatamente senti-me no interior do corpo físico, que já despertava na cama.
Olhei o gatinho, fiz-lhe algumas carícias e agradeci, dizendo-lhe: Obrigado pelo serviço prestado. Tu e eu somos amigos.
A partir daquele momento, constatei como esses felinos podem tornar-se veículos ideais para todos os aspirantes à vida superior. Com esse tipo de nagual, qualquer ocultista pode aprender a sair em astral, consciente e positivamente. Importa não ter medo, ser valoroso. Salientamos que para experimentos dessa natureza são requeridos gatos pretos. Muitos ignorantes ilustrados podem achar graça dessas declarações esotéricas, porém isso pouco importa. Estamos falando para pessoas espiritualmente inquietas, que anseiam o despertar da Consciência.”

Carlos Castaneda (O Elemental do Peiote)


“Ao pé de um dos rochedos, vi um homem sentado no chão, o rosto virado quase de perfil. Aproximei-me dele até estar a uns três metros de distância; ele virou a cabeça e olhou para mim. Parei... seus olhos eram a água que eu acabava de ver! Tinham o mesmo volume enorme, o brilho de ouro e negro. A cabeça dele era pontuda como um morango; sua pele era verde, cheia de muitas verrugas. A não ser a forma pontuda, a cabeça dele era exatamente igual à superfície da planta de peiote. Fiquei defronte dele, olhando; não conseguia afastar os olhos dele. Senti que ele estava propositadamente empurrando meu peito com o peso de seus olhos. Eu estava sufocando. Perdi o equilíbrio e caí no chão. Desviou o olhar. Ouvi que falava comigo. A princípio, a voz dele era como o farfalhar de uma brisa suave. Depois a ouvi como uma música suave- uma melodia de vozes- e ‘sabia’que estava dizendo:’O que quer?’
Ajoelhei-me diante dele e falei sobre a minha vida e depois chorei. Tornou a olhar para mim. Senti que seus olhos me puxavam e pensei que aquele momento seria o momento da minha morte. Fez-me sinal para me aproximar. Vacilei por um momento antes de me adiantar um passo. Quando me aproximei, desviou os olhos de mim e mostrou-me as costas da mão. A melodia dizia:’Olhe!’ Havia um furo redondo no meio da mão dele. ’Olhe’, tornou a dizer a melodia. Olhei através do buraco e vi minha própria imagem...
Mescalito voltou novamente seus olhos para mim. Estavam tão perto de mim que eu os ‘ouvi’ ribombar baixinho com aquele ruído especial que eu já ouvira tantas vezes naquela noite. Foram-se aquietando aos poucos, até se tornarem como uma lagoa tranqüila, arrepiada por brilhos dourados e negros.
Desviou o olhar de novo e saltou como um grilo por uns 50 metros. Pulou várias vezes e depois desapareceu.”

Helena Blavatsky (por H.S.Olcott. Experiências com um Gnomo)


“Um dia, achando que os guardanapos brilhavam em sua casa sobretudo pela ausência, comprei alguns e levei-os num embrulho até sua casa. Nós os cortamos, e ela(Helena) já queria pô-los em uso sem debruá-los, mas, diante de meus protestos, pegou alegremente uma agulha. Mal havia começado, bateu irritadamente com o pé sob a mesinha de costura, dizendo:”Saia daí, seu palerma!” O que está havendo?, perguntei. “Oh, nada, é apenas um bichinho elemental que está me puxando pelo vestido, a fim de que eu lhe dê algo para fazer.” Mas que sorte, eu lhe disse, então estamos bem arranjados; peça-lhe que faça a bainha dos guardanapos. Para quê se amolar, se você não tem mesmo jeito para isso? Ela riu e me censurou, para me punir por minha desonestidade, mas ela não quis lhe dar esse prazer ao pobre e pequenino escravo sob a mesa, que só queria mostrar sua boa vontade. Mas acabei convencendo-a. Ela me disse para recolher os guardanapos, as agulhas e a linha a um armário envidraçado que tinha cortinas verdes e se achava do outro lado do quarto. Voltei-me a sentar perto dela, e a conversa retomou o tema único e inesgotável que enchia os nossos pensamentos - a ciência oculta. Quinze ou vinte minutos depois, ouvi um ruído parecido com gritinhos de camundongos debaixo da mesa, e HPB me disse que ‘essa coisinha horrorosa’ terminara o seu serviço. Abri a porta do armário e encontrei a dúzia de guardanapos debruada, e tão mal, que uma simples aprendiz de costureira não teria feito pior. Mas as bainhas estavam realmente feitas, e isso se passara no interior de um armário fechado a chave, do qual HPB não se aproximara um só instante. Eram quatro horas da tarde, e o dia ainda estava claro. Estávamos sozinhos no quarto, e ninguém entrou ali enquanto tudo aquilo se passava.”

Magia com auxílio dos Gnomos


Faça uma caixinha com uma casca de Noz e coloque ali 3 trevos de três folhas, 3 grãos de milho, e um cristal, enterre o tesouro e ofereça aos gnomos da terra. Eles ficarão tão felizes com o presente que retribuirão generosamente com a energia da Prosperidade.

O andarilho das florestas


Nome dado a um poderoso espírito das florestas. Diz-se que tais entidades patrulham as matas e tornam a sua presença conhecida através de barulhos sussurrantes ou de pegadas. Isso é feito para desencorajar os não iniciados a não permanecerem nos bosques ou locais sagrados.
O Andarilho das Florestas é normalmente associado ao Reino das Fadas.

O homem Verde




Existe um entalhe fascinante entre as antigüidades inglesas: um rosto que espia por entre folhas e vinhas. É o Homem Verde, uma misteriosa deidade dos bosques que cuida das florestas e especialmente de todas as árvores.
Diz-se que ele tem forma humana, tez verde e se veste com folhas e cascas de árvore. Para aqueles que destroem indiscriminadamente bosques e florestas, o Homem Verde é um espírito maligno. Para aqueles que amam e usam de modo sábio as árvores, ele é uma tímida entidade que encoraja o crescimento das plantas.
Segundo a lenda, ele oculta tesouros sob suas árvores frutíferas, mas torna a ocultá-los se os fazendeiros arrancam as árvores de seus pomares em busca dos tesouros.

O Fauno


Fauno era uma divindade romana dos campos, bosques, pastores e da profecia. Sua aparência lembrava bastante Pã (Grécia), com chifres curtos, orelhas pontudas e pés com cascos grossos.
Há ainda antigas descrições que mostram Fauno com as pernas e a cauda de um gamo e uma pele suave no corpo, com braços e face de um bonito jovem. A ele atribui-se a criação da charamela, um tipo de flauta.
Seus seguidores eram também chamados de faunos e eram belos jovens e, ao contrário de Pã e seus seguidores, Fauno e seus faunos eram criaturas gentis que apreciavam dançar com as ninfas dos bosques. Não constituíam qualquer tipo de ameaça às mulheres humanas. Fauno toca gaita e enche os bosques e campinas com sua música envolvente. Era neto de Saturno.
Outro nome seu era Lupercus, com o qual era honrado no festival chamado Lupercália. Neste ritual, seus sacerdotes realizavam seus ritos nus. Esta celebração com um aspecto da deusa Juno mostra sua forte conexão com a terra, os animais e seres humanos, pois representa a mais antiga força necessária para fertilizar e equilibrar a Grande Deusa.
Não devemos ter vergonha ou pudor com relação a esse tipo de coisa, ao poder de Fauno ou Pã. Muito pelo contrário: devemos honrar tais poderes dentro de nós mesmos.

Anel das Fadas


Círculo de grama verde escuro ou de cogumelos, no chão, que marcavam o ponto de encontro das fadas. Também pode ser uma marca circular perfeita na grama.
Um anel das fadas jamais deve ser perturbado, pois isto significa um enorme ato de ofensa a elas, resultando em má sorte e sérios infortúnios à pessoa.

ELEMENTAIS DA NATUREZA



No início dos tempos da civilização, a humanidade teve oportunidade de permanecer muito tempo em contato com a natureza e suas forças e estavam bem a par do relacionamento místico do homem com os "espíritos" da natureza. Essas presenças faziam parte da vida cotidiana e eram percebidas nos bosques, no fogo, na água, no ar, na terra e nas mãos curadoras de nossas avós. Muitas comunidades indígenas, ainda conservam a crença nestes seres espirituais que habitam os distintos elementos da Natureza. Sua perspectiva é tão atual, que hoje a chamamos de "ECOLOGIA", uma ciência que tenta explicar ao mundo os motivos pelos quais devemos respeitar a Mãe Natureza, pedindo também a nossa colaboração para protegermos tudo e todos que aqui vivem.
A magia é uma ciência milenar que é muito mais do que retirar coelhos de uma cartola, mas investiga as Fadas como "seres elementais" e cataloga-as como "elementais do Ar". Menciona Gnomos e Duendes como "elementais da Terra"; as Sereias e as Ondinas como "elementais da Água"; as Salamandras como espíritos que habitam o fogo e nos transmitem mensagens através das chamas das velas. A magia diferencia ainda, os anjos dos outros espíritos naturais, explicando que os últimos, pertencem ao reino celestiais.
Os investigadores do Mundo das Fadas, são hoje conhecidos como parapsicólogos, que comprovam através de experimentos sua existência e ação. Sabe-se ainda, que as fadas são difíceis de serem descritas, pois suas aparições são muito rápidas, como um ligeiro resplendor. Como são seres da natureza, gostam de fixar residência em bosques ou curso de rios, mas há fadas nas cidades, em parques, em jardins e podem chegar até dentro de nossas casas se soubermos chamá-las adequadamente.
Mas quem realmente crê nas Fadas? Além de mim, é claro!, poucas são as pessoas que têm a capacidade deste "pensar mágico". Não os culpo, pois nossos próprios filhos hoje, já não têm mais tanto contato com a Natureza como antigamente. É quase impossível arrancá-los do computador ou do vídeo-game, falo por experiência própria. Já os adultos, preocupados com o vai-e-vem do dólar e com as angústias do dia a dia, adormeceram suas mentes para perceber ou apreciar este tipo de energia tão sútil.
Mas o homem já foi um sujeito curioso, que um dia olhou para as estrelas e imaginou que podia tocá-las. Invadidos pelo "pensar mágico", criou telescópios para olhar mais de perto e desenhou mapas. Depois, desejou viajar pelo espaço, para ficar mais pertinho de Deus. Construiu, para tanto, foguetes e acabou alcançando a Lua. Todos estes avanços comprovam que qualquer coisa antes de existir na esfera física, deve primeiro ser criada em nosso pensamento mágico. É O MÁGICO PENSAR QUE CRIA A REALIDADE!
Proponho a todos alguns momentos de "pensar mágico". Vamos então, pedindo respeitosa permissão, navegar pelo Mundo Mágico dos Elementais da Natureza!

ELEMENTAIS (DEVAS) DA NATUREZA
Elemental significa “Espírito Divino”. El = senhor; mental = vibração mental superior. Estes são os espíritos da natureza. Deus, concedeu a três Reinos, paralelamente, a oportunidade de evolução e estes três Reinos são: Elemental, Angelical e Humano.
Os Elementais são os dinamizadores das energias das formas e integram-se aos Elementos da Natureza.
Devemos a Paracelsus, Theophrastus Bombastus Von Hohenheim, químico e médico, nascido na Suíça em 1493, a criação da denominação classificatória dos elementais. De acordo com Paracelsus o Povo das Fadas conhecidos das lendas eram uma espécie de seres astrais que não poderia ser classificada propriamente de "espíritos" por possuírem corpos constituídos da quintessência a parte mais sutil de cada um dos elementos da Natureza chamada de éter.
Os espíritos elementais se criaram para servir os seres humanos com amor. Estão relacionados com nossas forças e capacidades elementais. Nos ajudam a reconhecer com que elementos estamos em consonância e com quais é necessário equilibrar nossas energias.
O trabalho com os elementos e os elementais é fundamental. Qualquer pessoa que empreende o caminho da iniciação topará cedo ou tarde com esse princípio. Quando, por exemplo, uma pessoa é posta à prova e seus sentimentos são analisados, intervêm as Ondinas e os seres do Elemento Água. Em iniciações, nas quais o ser humano aprende a libertar-se de suas cadeias terrestres, o acompanham os gnomos. As sílfides, os elementais do Ar, põe a prova o seu espírito, seus pensamentos e sua fé, as salamandras lhe enviam lições de amor através de ondas. Quando a alma quer aprender a libertar-se da vontade da natureza inferior e das prisões da matéria para elevar-se com sua força verdadeira, os seres elementais são de grande ajuda.

OS ELEMENTAIS DA TERRA: Constituído de Duendes, Gnomos e Trolls.



O elemento Terra é parte de nós e nós somos parte dele. Nosso corpo é nosso traje terrestre, é o templo de luz de nossa alma. De acordo como utilizamos nossa luz, nossa força e nosso poder, se mostrarão em nosso contorno os seres elementais da terra. Nós os criamos com nossa atitude. Ao olhar o mundo, vemos o espelho de nossa alma. Podemos reconhecer onde repousa nosso olhar, nosso foco. Podemos curar e transformar, ou matar e destruir. Tudo o que fazemos afeta o estado geral da Terra, se reflete tanto no microcosmo como no macrocosmo.
Podemos pedir aos seres elementais que nos ajudem e nos apóiem, se quisermos equilibrar em nós o elemento Terra. A iniciação á Terra é a morte ritual; o iniciado experimenta a força da vida real e a imortalidade de sua energia. Para os iniciados, a morte é um passo até outro ciclo, para os não iniciados a morte é uma despedida dolorosa e para sempre.
Os elementais da terra são todos os tipos de gnomos, duendes, trolls, que protegem as grandes forças da terra; são as fadas da terra, que renovam as forças da terra; os elfos de luz, que protegem as plantas medicinais; os elfos escuros, que vigiam os tesouros que se encontram nas profundezas da Mãe Terra, etc. Todos eles mantêm uma estreita relação com nosso planeta e um conhecimento profundo de suas forças originárias.
Eles existem nos gêneros masculinos e femininos e possuem as seguintes características: são pequenos ou muito grandes, podem trocar de forma, sua pele pode ser enrugada e marcada como uma pedra ou rocha. Normalmente são alegres e possuem bom humor e gostam de fazer brincadeiras com as pessoas. Gostam de viver em regiões montanhosas, desfiladeiros, raízes de árvores, etc. Adoram repetir rimas em forma de canção e a maioria deles são exímios artesãos.
Podem ainda, tomar a forma de animais e rapidamente tornarem-se invisíveis ou visíveis, assim como podem fazer desaparecer objetos. Eles são os guias de nossos tesouros interiores e das verdadeiras riquezas.

OS ELEMENTAIS DA ÁGUA: Ondinas, Nereidas e os Duendes da Água.


Nossa terra e nosso corpo estão compostos em sua maior parte de água. Esse elemento é uma parte de nós e nós somos uma parte dele. Está relacionado com nossos sentimentos, nossa alma e nosso sangue. A água presenteia ao nosso corpo emocional a capacidade de sentir e de perceber profundamente. Na água encontramos um espelho de nossa alma. A água nos une aos reinos astrais, os espaços da nossa alma, com o reflexo da luz divina. Podemos cair atrapalhados na alucinação exterior ou olhar através do espelho até as profundezas de nossa alma.
Os elementais da água têm vida própria. Onde há água, há seres aquáticos. Existem guardiões das fontes, ondinas, que vivem nos movimentos de água, sereias que penteiam seus cabelos nos rochas, muitos tipos de ninfas, nereidas que mantêm a água limpa e dirigem suas correntes, espíritos da água, elfos e duendes da água, fadas da água, dragões da água...
Os seres elemenais da água são um manancial de energia rica, purificadora e de propriedades curativas. As vezes despertam no homem o amor e a beleza, os sentimentos verdadeiros e transformam as lágrimas da dor em pérolas. Nos enviam a inspiração, coroada pela intuição, nossa voz interior. Porém, também podem arrastar os seres humanos até um torvelinho de pântanos movediços.
Os seres da água são: belos, sedutores, atrativos, sensuais, românticos, brincalhões, porém, também podem ser perversos. Gostam de cantar e adoram música. Se movem na água, debaixo dela e em alguns casos em formas energéticas da água. As vezes podem abandoná-la por algum tempo, mas estão ligadas à água que são responsáveis. Sua tarefa é proteger a água, enriquecê-la energeticamente, vitalizá-la e ocupar-se de todas as formas de vida que habitam nela.

OS ELEMENTAIS DA FOGO: As Salamandras, Dragões, Flamines


Os elementais do Fogo procedem da região mais interna da terra e do cinturão de elétrons que rodeia o sol. Trabalham nas esferas interiores, lugar em que as correntes vitais se mantêm em meio de suas encarnações. Eles protegem uma energia poderosa e indestrutível. Esta pode ser segundo sua intensidade e força: o amor intenso, a união, a iluminação, o êxtase, a alegria profundo; ou ao contrário, a violência, a ira e a vingança.
Todos os seres do fogo apresentam características similares: são poderosos, dinâmicos, luminosos, brilhantes e chamejantes. Nunca estão quietos, se encontram em contínua transformação e adoram o movimento. São inteligentes e valorizam sua liberdade e independência. As formas com que se apresentam podem ser angulosas ou dentadas, se movem velozmente e de forma inquieta, constantemente trocando de forma, que pode ser masculina ou feminina. Seguem a energia, nela se encontram em casa, ali onde o fogo brilha.
Um dos deveres dos elementais do Fogo é a purificação e a transformação da energia criadora. Eles servem a esta força em qualquer nível e a qualquer que as chame. O ser humano é a "Coroa da Criação" e a ele é dada a capacidade de guiar estas entidades.
Nós somos uma parte desse energia do fogo e ele é parte de nós. É a energia criadora e celestial, que flui pelo nosso corpo e que conserva os processos vitais. Nos dá asas e inflama nossa força criadora e nossa capacidade de expressão. Porém, se não a dominarmos, também pode destruir, mediante o uso da violência ou da vingança.
Em cada contato com o fogo estão presentes seus seres. Se nos unirmos à eles, se nos afinarmos com sua energia mediante a disciplina e o controle sobre nós mesmos, eles poderão nos lançar cada vez mais alto e fluirão através de nosso corpo até nos unir com a luz do Éter. Esse estado se denomina Iluminação, união mística, etc. Uma parte da energia no ser humano deve inclinar-se, sacrificar-se frente à luz superior, para que as forças da luz superior se purifiquem e se façam realidade.

OS ELEMENTAIS DO AR: Constituído por Sílfides ou Silfos e Elfos.


Somos parte da energia do Ar e ela é parte de nós. O ar está relacionado com nosso nível espiritual e sua força. As correntes de pensamento de muitas pessoas influem, segundo o princípio de causa e efeito, atmosféricamente sobre o tempo, sobre o ambiente e em torno dele. Nossos pensamentos criam campos de energia escuros ou claros, dependendo da energia com que nos achamos carregados. O ar transmite a informação, não importa como esta seja.
A iniciação no Elemento Ar tem que ver com a fragmentação ritual. O corpo se divide em nível espiritual, é purificado e recomposto de novo. Posteriormente é abençoado com as oferendas do reino espiritual. O iniciado desmonta pontes, une, não valora nem julga, e junta de novo, conhece a força e o poder dos pensamentos e o silêncio.
Desde o sopro do vento até o furacão, em todas as partes estão presentes os espíritos do ar: os guardiões dos quatro ventos cavalgam na tempestade, as sílfides voam aqui e acolá ma ligeireza do ar, os espíritos das tempestades, as boreas sopram; as fadas do ar, elevam os animais do ar e transportam as sementes de um lugar ao outro. Se ocupam do correto intercâmbio da energia e decretam a força divina da união, da renovação, translado e divulgação, assim como do envio de informação.
Os elementais do ar são delicados e claros e estão dotados de beleza, humildade e sabedoria. Vigiam a atmosfera, que se constrói com distintas correntes e conferem à luz suas propriedades específicas. Sua tarefa consiste em encher o ar de energia, possibilitar o intercâmbio e enviar novos impulsos. Se mostram nos pequenos animais do ar, libélulas, borboletas, abelhas, assim como em todos os insetos voadores.
Nossa respiração, nossos pulmões, nossos pensamentos e nossos relacionamentos em todos os níveis estão relacionados com os elementais do Ar.

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